Palavra do mês

Nosso diamante precioso: padre Léo

“Padre Léo era incansável”, lembra monsenhor Jonas Abib

Padre Léo era o padre do coração de Jesus, e não apenas da Congregação do Sagrado Coração de Jesus. Foi na consagração que ele aprendeu a dedicar-se inteiramente, junto aos consagrados, a recuperar a face de Cristo nas pessoas destruídas pelo mundo.

Ele viu tantos “Cains” matando seus irmãos por meio da droga, da bebida, de uma vida prostituída. Quantos vivendo como mortos-vivos! Foi justamente dedicando-se a esses jovens, adultos e até mesmo famílias, que ele realizou uma verdadeira Bethânia. Não apenas de nome, mas onde havia sempre um “Lázaro” que precisava ser ressuscitado.

Ele não gostava, de maneira nenhuma, que se dissesse que era casa de recuperação. Era uma família, a família Bethânia, onde todos naturalmente foram chamando padre Léo de pai, e o tratavam como tal. Quis assim dedicar-se totalmente àqueles que estavam sendo mortos, tornando seu amor concreto, e não apenas teoria.

Ao mesmo tempo, ele tinha um ardor apostólico evangelizador fora do comum. Ele se sentia impelido a andar pelo Brasil pregando, evangelizando. Sua vocação “redespertou-se” quando conheceu a Renovação Carismática e a Canção Nova. Rapidamente, aproximou-se da Comunidade e nós dele.

Eu acompanhava, com muita atenção, as palestras do padre Léo, porque via nele aquilo que o Evangelho diz: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. E a esse “vos libertará” poderíamos acrescentar tantos outros verbos como “vos salvará”, “transformará”, “vos fará novas criaturas”.

Nosso diamante precioso padre Léo

Eu não apenas saboreava, eu mastigava, digeria, assimilava aquelas palavras, porque se faziam bem para o povo, fez um grande bem para mim. Eu posso até mesmo dizer que também cresci na pregação ouvindo o padre Léo. Se ele cresceu me acompanhando como modelo, eu posso dizer que o discípulo acabou ensinando o mestre.

Interessante que a maneira dele pregar, com aquele espírito jocoso, alegre, brincalhão, com aquelas histórias, atingia até mesmo pessoas que não iriam ouvir as coisas sérias que ele precisava falar. Ele conseguia abrir um espaço, e após a brincadeira, entrava com uma palavra bem firme, bem forte, e a quantos ele ressuscitou!

Padre Léo era incansável. Todos os que eram próximos a ele, a família dele, nós também, dizíamos: “Você precisa se poupar”, ir mais devagar”, mas ele, com aquele sorriso meio gozador, dizia: “Eu não fui feito para isso. A minha missão não é essa. Eu preciso viver Bethânia. Eu preciso trabalhar na ressurreição de muitos Lázaros”.

Padre Léo mostrou Jesus a tanta gente! Ele doou-se tanto, que se tornou um diamante. No início de 2007, Deus viu que esse diamante já estava brilhante, lindo, realmente uma pedra de alto preço; então, pode recolhê-lo com apenas 45 anos de vida, mas com quanta santidade!

Digo para Bethânia e para a Canção Nova, diante da vida dele, do estilo de vida que viveu, nós não temos o direito de viver de outra maneira a não ser “ou santos ou nada”!

Monsenhor Jonas Abib

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