Como proceder diante do desânimo para permanecer fiel?

Muitas vezes, este tempo de secura é conseqüência da nossa infidelidade na vida de oração, dos nossos pecados, da falta de luta contra as tentações. Por vezes vivemos a preguiça espiritual, ou ainda, não buscamos a Deus em primeiro lugar, colocamos outras coisas no lugar de Deus em nosso coração. Em muitas situações, buscamos apenas o reconhecimento das pessoas, queremos ser elogiadas por elas. Não digo que não precisamos ser amados e reconhecidos pelas pessoas, mas o erro está em só buscar isso, esquecendo-se de Deus. Nosso coração fica dividido. Nestes momentos é preciso fazer um sério exame de consciência para ver a origem e encontrar a causa da aridez. É preciso humilhar-se e recomeçar. Não tenha medo de recomeçar.

Os grandes santos tiveram como primeira virtude, a graça de sempre recomeçar. Por outro lado, se a causa não está em nós, é preciso saber tirar proveito deste tempo de secura e aridez. Convencer-nos de que podemos e devemos servir a Deus mesmo sem gosto, basta querer amar a Deus e que, enfim, o ato mais perfeito de amor é conformar a própria vontade com a vontade de Deus.

Para tornar este ato mais perfeito ainda, não há nada melhor que unir-se a Jesus que, no Jardim das Oliveiras, experimentou em Si mesmo o tédio e a tristeza por amor de nós e repetir com Ele: “Não a minha, mas a Tua vontade”. Sobretudo o que importa é não perder nunca o ânimo, nem desistir dos seus exercícios, das práticas de piedade, da Adoração, da vida de oração, dos meios que temos para rezar, das suas resoluções; antes imitar a Jesus, que mergulhando na agonia, rezou mais longamente.

Seu irmão,
Pe. Jonas Abib

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